Num domingo. Um dia especial para mim:
Comecei o dia estranho, com pensamentos autodestrutivos, e me autocondenando por coisas mínimas que eu fiz, ou seja, estava infeliz.
Quando a noite já se aproximava - estava lendo na sala, somente com uma fresda curta (quase me cegando) de luz. Vi que estava impossível para ler com aquela luz turva, levantei - me para acender a luz.
Enxerguei movimentos loucos do lado de fora, e pela vidraça da porta percebi que minha irmã e a amiga dela (10 e 09 anos) estavam numa infinita alegria dançando e pulando na piscina, na chuva, no frio, entre dois e três segundos pensei em manda - las entrar, mas continuei a observar.
Não hesitei, corri e fui ter com elas.
(...)
Experimentei de uma alegria profunda por saber que a vida não se baseia somente no que ela é, ou aparenta ser. Pulei, dancei, senti um enormeeeee frio, mas sinceramente, valeu a pena. Valeu a pena saber que ainda consigo despertar um lado infantil dentro de mim, valeu a pena não hesitar e me atirar à vida. Valeu a pena perceber que dentre tantos pensamentos e sentimentos destrutivos a vida junto com a natureza nos permite uma válvula de escape para tirarmos proveito do caos em meio a guerra. Olhei para o horizonte (que quase não apareceu por causa das casas) e vi o crepúsculo, mesmo escuro, mesmo não aparecendo eu sei que ele estava lá, eu que que ele estava cumprindo seu destino. Eu olhando para ele e olhe olhando para mim. Sorrimos juntos.
Sei tanto que tem bem sei que em meio à meus dias tenebrosos e escuros ainda há um crepúsculo a se cumprir, por mais que eu não veja, ou sinta, eu sei que o socorro está onde ele está, porque ele tem um chamar no mundo.
Me senti agradecido a Deus, agradecido a natureza e tudo que nela há composto, por que independente dos dias e sentimentos ruins é possível ouvir - mos a natureza e seus mistérios.
É simples pra você que está lendo, mas eu vivi e fez a diferença.
Como diz: "Há sempre uma luz ao fim do tunel"
Rafael dos Santos Lapa.
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