segunda-feira, 9 de março de 2015

Linha. 17. Cartas aos 10 anos.

(***)
Por último essa tristeza que me pairou de repente, uma nostalgia (de algo que não tenho, ou que não sou), mas ainda continuo achando que isso tudo tem uma dose de carência de minha parte. Uma carência que não vai ser diminuída tão rápida, acho.
Tento seguir em frente, mas, como sempre, os meus pensamentos desagradáveis resolvem me lembrar que eles existem. E daqui à algum tempo pretendo não estar nessa situação.

sábado, 7 de março de 2015

um pequeno desfragmento

 vou nem começar no maiúsculo
Esse troco todo desfragmentado. Minha vida toda polida. Eu insatisfeito com tudo, Não sei  exatamente ainde quero chegar. Nem vontade de escrever rssa prr eu to.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Hora de mudar o vocábulo, mudar o gosto literário, a percepção. Mudar o estilo das coisas e a forma de encarar e titular a vida. Hora de fazer valer à pena algumas coisas que tenho em mente e fazer desse ano o melhor possível, ainda estamos no começo, no entanto me sinto um tanto desgastado em umas áreas.
É um tempo favorável ao crescimento, um tempo muito propício ao conhecimento generalizado. É um tempo que devo aproveitar, devo aproveitar esse tempo transitório pra poder evoluir junto com as demais coisas e parar de pensar nesse desgaste todo que a vida anda me causando.
É um tempo pra por a ansiedade dentro de um limite e esquece - la lá até um bom outro tempo, distante.
É tempo de aprender e acima de tudo colher o que ando plantado, e como todo bom agricultor, nunca parar de plantar. Hehe, tempo ótimo pra conhecer gente nova e usar uma nova roupagem de personalidade, uma personalidade mais vital, madura, concreta e convicta do que quer!!
É a hora de por os pés no chão e praticar o que ando aprendendo, deixar as impossibilidades de lado e guerrear dia e noite contra os pensamentos corriqueiros que me cercam e me pesam a vida.
É um novo tempo e eu vou aproveitar, custe o que custar!!!!

R.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Crepúsculo

Num domingo. Um dia especial para mim:

Comecei o dia estranho,  com pensamentos autodestrutivos,  e me autocondenando por coisas mínimas que eu fiz, ou seja, estava infeliz.
Quando a noite já se aproximava - estava lendo na sala, somente com uma fresda curta (quase me cegando) de luz. Vi que estava impossível para ler com aquela luz turva, levantei - me para acender a luz.

Enxerguei movimentos loucos do lado de fora, e pela vidraça da porta percebi que minha irmã e a amiga dela (10 e 09 anos) estavam numa infinita alegria dançando e pulando na piscina, na chuva, no frio, entre dois e três segundos pensei em manda - las entrar,  mas continuei a observar.
Não hesitei, corri e fui ter com elas.
(...)

Experimentei de uma alegria profunda por saber que a vida não se baseia somente no que ela é, ou aparenta ser. Pulei, dancei, senti um enormeeeee frio, mas sinceramente, valeu a pena. Valeu a pena saber que ainda consigo despertar um lado infantil dentro de mim, valeu a pena não hesitar e me atirar à vida. Valeu a pena perceber que dentre tantos pensamentos e sentimentos destrutivos a vida junto com a natureza nos permite uma válvula de escape para tirarmos proveito do caos em meio a guerra. Olhei para o horizonte (que quase não apareceu por causa das casas) e vi o crepúsculo,  mesmo escuro, mesmo não aparecendo eu sei que ele estava lá,  eu que que ele estava cumprindo seu destino. Eu olhando para ele e olhe olhando para mim. Sorrimos juntos.
Sei tanto que tem bem sei que em meio à meus dias tenebrosos e escuros ainda há um crepúsculo a se cumprir, por mais que eu não veja, ou sinta, eu sei que o socorro está onde ele está,  porque ele tem um chamar no mundo.
Me senti agradecido a Deus, agradecido a natureza e tudo que nela há composto, por que independente dos dias e sentimentos ruins é possível ouvir - mos a natureza e seus mistérios.
É simples pra você que está lendo, mas eu vivi e fez a diferença.

Como diz: "Há sempre uma luz ao fim do tunel"

Rafael dos Santos Lapa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

pensamentos corriqueiros

pensamentos corriqueiros saem de eu por favor
vão procurar outro para atormentar,  eu imploro eu te peço vazem seus urubus !!!!!
não aguento mais dia e noite essa perturbação,  tudo isso indo e vindo,  essa guerra que diariamente ando travado..... o que fiz pra merecer vocês me enchendo e me fazendo pensar essas coisas estranhas? largue a minha mente e vá embora. Pleaseeeeeeee.

sábado, 10 de janeiro de 2015

"Ameaçador, forte e revelante"

       "Adultério", já de cara um tanto ameaçador,  forte e revelante. 
O título abordando um tema que ao passar do tempo se tornou comum. Desde dos pensamentos filosóficos e religiosos ao cotidiano pessoal e mútuo. 
       Sempre gostei de opinar sobre tudo e livros não fogem da minha isca, achei que fosse uma cartada propicia para poder escrever minha opinião sobre o livro. Relatos cotidinos e mais adultos enchem muito mais meus olhos e meu interesse por saber do que temas mais juvenis, adultério logo chamou minha atenção. 
Pelo título, pelo autor e pela minha curiosidade infinita por saber o que era de se esperar de um novo livro do Paulo Coelho, em 2014.
       Sem mais rodeios (voltando ao assunto), adultério me conquistou rapidamente,  começa com um drama - romance, que me fez descobrir entre as primeiras páginas que absolutamente TODO ser humano sofre desse fingir - estar - bem, desde sorrir pra todos em todos os momentos e ter uma vida amarga até usar dessa mesma válvula de escape para poder salvar um casamento e proteger seus filhos de uma crítica destrutiva, e ter que aguentar calado (a) a pressão até aprender a confiar. É amplo, eu sei. Mas todo ser humano dosa disso em uma área, seja na profissional,  familiar, pessoal etc. E adultério descreve muito bem isso.
Quando vai fluindo a história, possivelmente aparecem perguntas, "o que acontecerá com o casamento de Linda?", "Será que alguém descobrirá?", "Será que ela fugirá com Jacob?" e tantas outra... mas o final surpreende todos (claro que não vou falar).
       Paulo traz uma pincelada de espiritualidade, claro que dosada para não perder o foco da coisa e acrescenta seu conhecimento e sua forma de pensar no decorrer do livro. Nos faz aprender, pensar, lembrar e refletir, sobre a vida e sobre o mundo. Nem digo que seja um conto erótico já que o tema desperta em nós o pressentimento que o "obrigatoriamente" o erotismo estaria presente, mas não,  em partes, como eu disse, o livro está completamente e perfeitamente dosado.
       Confesso que tive uma visão errada no início do livro, e um pensamento caminhado por um ângulo diferente do que era pra ser, mas minha concepção mudou e me fez enxergar uma visão mais próxima a do autor. 
O livro tem como base o drama de uma mulher, mas dividido o suficiente em espiritualidade, verdade, erotismo e claro amor.  É um livro que nos faz entender um lado pouco diferente do amor,  tanto o amor a vida a dois, quando o amor mundano. O amor em e por várias partes. 

Mas Adultério de todas as classificações e denominações possíveis,  dou a ele, na minha humilde opinião: surpreendente. 

pág 194.

"Sou uma dessas folhas no chão da cidade, que viveu achando que será
eterna e morreu sem saber exatamente por quê; 
que amou o sol e a lua e durante muito tempo assistiu àquele  ônibus
passando, àqueles bondes fazendo barulho
e ninguém jamais teve a delicadeza de avisar que existia o 
inerno"   - Paulo Coelho - Adultério

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

nem liga meniná

nem liga meniná se seus créditos acabaram, ou se seus olhos furaram
nem liga meniná quando seu tempo valer mais que minha companhia
ou liga meniná porque choro noites por você
mas não venha meniná se for embora, fique. eu preciso te ter

as nossas fotos na sacada, um pedaço do balão
nem penso no negativo se você desaparecer, ou se fugirá
hoje eu só quero, um pouco de meniná
má. hoje. meniná grifada, na espada do coração, no espaço dessa versão

nem deite-se meniná, essa cama já não é mais a mesma
essas paredes desbotaram
o partir levou o sorrir, que só encontrava em você
meniná

Rafael L.